
A Junta de Freguesia de Rabo de Peixe pretende criar um museu/centro etnográfico em Rabo de Peixe, pois entende que está na altura desta Vila mostrar e preservar a cultura que a distingue e constitui um elemento identitário que importa dar a conhecer às novas gerações e aos muitos turistas que nos visitam, escreve o jornal Diário dos Açores.
É exemplo disto o seu património no âmbito da actividade piscatória, pois Rabo de Peixe como maior comunidade piscatória dos Açores, é uma referência que será valorizada neste espaço cultural, refere o matutino.
Para Jaime Vieira, “esta é uma antiga ambição das gentes de Rabo de Peixe, que dá mais um passo na sua concretização, pois numa Vila da sua dimensão é imperioso a existência deste elemento cultural”.
Esta ideia foi ganhando peso e começou a tornar-se uma realidade quando a Câmara Municipal adquiriu, a pedido da Junta de freguesia de Rabo de Peixe, uma moradia em Rabo de Peixe para este efeito.
Com o aumento de turistas que visitam a Vila e não existindo no concelho da Ribeira Grande nenhum museu/centro etnográfico ligado à pesca, a Junta de Freguesia pretende avançar com a concretização deste desafio, dotando Rabo de Peixe com um espaço onde as vivências e as histórias se confrontem e seja possível interpretar a exigente tarefa inerente à faina da pesca na nossa Região.
Desta forma, será possível criar um lugar onde se dê a conhecer a cultura material típica da pesca e da Vila, seja por meio de uma fotografia documental ou os utensílios utilizados pelos pescadores, os vendilhões com as suas cestas percorrendo as ruas, os trajes utilizados, bem como a nível educacional transmitir aos jovens de hoje o que foi a pesca dos tempos dos seus antepassados e, bem assim, mostrar a evolução do mundo da pesca e a sua projecção no futuro.
Jaime Vieira, defende, que é preciso sonhar, unir esforços e avançar”, acrescentando que, numa Vila como a de Rabo de Peixe esta pretensão tem que passar a ser uma realidade o mais cedo possível. Temos que avançar porque Rabo de Peixe quer usufruir da riqueza que tem, a nível cultural, e quer também partilhá-la com outros”, referiu.
In:DA























