
O presidente da Câmara da Ribeira Grande centrou o seu discurso na sessão comemorativa do 14.º aniversário de elevação de Rabo de Peixe a vila nas questões da educação e formação profissional, destacando a necessidade de se intervir na vila a curto/médio prazo.
Alexandre Gaudêncio vincou ser “urgente” o governo regional avançar com a requalificação daquele estabelecimento de ensino e reclamou um reposicionamento da escola profissional.
“A vila de Rabo de Peixe tem uma escola profissional há vinte anos e o que se tem assistido, de ano para ano, é um retrocesso no ensino profissional. A escola que foi criada com o propósito de ser um pólo de desenvolvimento profissional na área das pescas, perdeu por completo o rumo ao assistir à construção da escola do mar no Faial”, sublinhou.
Para além disso, continuou o edil, “não faz sentido que Rabo de Peixe seja a maior comunidade piscatória dos Açores e não tenha uma escola do mar. Nem, tão pouco, um pólo dessa escola”, lamentou. “Quando se fala na reestruturação do setor das pescas não se pode esquecer Rabo de Peixe.”
Alexandre Gaudêncio deu nota das “dificuldades por que passam as famílias dos pescadores” e enalteceu o papel da “junta de freguesia e da autarquia na minimização dessas dificuldades”, ao salientar que “ambas são as primeiras portas às quais as famílias vão pedir ajuda.”
O presidente da Câmara da Ribeira Grande destacou também o “potencial turístico” que a vila apresenta e enunciou alguns projetos que entroncam na intenção de valorizar a vila sob o ponto de vista turístico.
Para além disso, Alexandre Gaudêncio anunciou a intenção de “construir um museu” em Rabo de Peixe que funcione como “núcleo agregador das memórias de um povo” e reforçou que a “requalificação da zona litoral é para colocar em prática tendo em vista a valorização da frente marítima da vila.”
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